Se eu pudesse escolher, seria feliz por, pelo menos, oito horas por dia, todos os dias. Reservaria o tempo restante para viver as pequenas agruras naturais.
Mas seriam leves, porque haveria a certeza de que a cada dia, eu teria a minha cota de felicidade.
Se eu pudesse escolher, reservaria algumas horas todos os dias, para fazer só o que fizesse os outros felizes. Dedicação total.
Se
eu pudesse escolher, pararia qualquer coisa que estivesse fazendo às
cinco horas da tarde, e me sentaria para assistir ao pôr-do-sol.
Escolheria
lugares especiais. Procuraria não me repetir muito. O horário do
pôr-do-sol seria algo assim, sagrado. O meu horário para observar Deus.
Se eu pudesse escolher, viveria entre o mar e as montanhas. No meio do caminho. Nem muito longe de um, nem muito longe de outro.
Plantaria flores. Teria vasos na janela. Muitos livros na cabeceira da cama à noite.
Depois
do trabalho, porque se eu pudesse escolher, trabalharia sempre,
produziria sempre, eu me sentaria para contemplar a noite bordada de
estrelas e o luar.
Se
eu pudesse, sorriria muito. Mas choraria também, às vezes, para não
esquecer o que a lágrima significa. Viver só de sorrisos não é uma boa
opção. Faz-nos esquecer de que a dor campeia no mundo e que é
companheira quase inseparável de muitas criaturas.
Se
eu pudesse escolher, faria uma declaração de amor todos os dias. Uma
declaração de amor sem estardalhaço, sem alarde, que afirmasse ao
coração eleito que pode contar comigo todos os dias, todas as horas,
para todas as crises e as alegrias.
Se
eu pudesse escolher, viveria a vida de uma forma mais leve, menos
dolorosa, mais intensa, menos angustiante. Se eu pudesse escolher...
Autor: desconhecido.
















